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Cultura

Metalglass: minerais são utilizados para colorir o vidro à base de calor, recorrendo a metais como ouro e prata

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Foto divulgação

O artista plástico Célio Olímpio comenta que essa técnica veio para transformar e dar vida a todos os tipos de vidros

O artista plástico Célio Olímpio diz que apesar de o conceito de arte refinada ser relativo, o Metalglass encontra-se nessa definição, com o singular e o plural, o erudito e o popular, proporcionando ao apreciador das peças o poder de visualizar figuras geométricas incríveis. Ele conta, por exemplo, que quando produziu para uma loja maçônica o símbolo da Maçonaria, e após o trabalho ser instalado, várias pessoas conseguiram ver a figura geométrica de um Dragão em cima do “G”.

O italiano Di Prietto é o responsável pela criação do Metalglass. Inclusive foi ele quem passou a técnica e o modo de desenvolvê-la a Célio Olímpio. O artista brasileiro é grato aos ensinamentos do europeu, no entanto, ele revela que, com o passar do tempo, experiências foram feitas com vários tipos de matérias-primas. “Até conseguir chegar à fusão do ouro e da prata, foram muitos caminhos percorridos. Ao misturar estes dois elementos e aliando ao fogo, proporciono explosões de cores inimagináveis. Isso é algo de deixar a cabeça intrigada. Só mesmo vendo ao toque é que se pode perceber a magnitude do trabalho. Os pigmentos parecem que estão vivos e se movimentam o tempo todo. A cada vez que se olha, pode-se ver figuras geométricas diferentes”, pontua.

Curso

Célio Olímpio é o único brasileiro que domina o Metalglass. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de ministrar algum curso, ele afirma ainda não ter pensado na ideia. “Ser exclusivo ainda me fascina. Estou sempre sendo sondado para repassar o Metalglass, porém tenho um filho e um sobrinho que dominam a arte, mas colocar em prática depende deles. Não sei se vão querer deixar o Direito para lidar com arte no Brasil”, salienta.

Diferencial do Metalglass para o Vitral

O artista plástico explica que a diferença é colossal, pois nos vitrais o indivíduo sabe o que vai pintar, o desenho está pronto, sendo preciso passá-lo para o vidro. Célio Olímpio destaca que o fascínio do Metalglass é o inusitado porque não se sabe o que surge, surpreendendo sempre com o resultado.

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Celio Olimpio - Foto divulgação

Celio Olimpio – Foto divulgação

Segundo ele, o Metalglass não se configura somente como arte, mas também como decoração e tem gradualmente sido inserido na arquitetura. “Fachadas de prédios, revestimentos de paredes, fundo de piscinas, tetos, tudo isso é uma realidade e sempre com trabalho artesanal, o que é mais interessante. Você decora o seu espaço com um toque refinado de pura arte”, finaliza.

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