Saúde
“A reconstrução de uma relação saudável com a alimentação e a própria imagem envolve um trabalho contínuo de acolhimento, aceitação e conscientização sobre o próprio corpo”, diz médica

O tratamento para o problema é multidisciplinar
No Big Brother Brasil deste ano, a modelo Yasmin Brunet revelou aos colegas de confinamento que sofreu com a compulsão alimentar. Já a modelo norte-americana Khloé Kardashian, em entrevista ao podcast SheMD, relembrou sua luta contra o transtorno. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 5% da população brasileira sofre de compulsão alimentar, quase o dobro da população mundial (2,6%).
Segundo a médica Fernanda Rizzo (CRM-ES 15.099), o problema é caracterizado pelo consumo excessivo de alimentos em um curto período, mesmo sem fome física, acompanhado de uma sensação de perda de controle. Ela cita que os principais fatores de risco incluem predisposição genética, questões emocionais, como ansiedade, depressão, histórico de dietas restritivas e, muitas vezes, o próprio ambiente onde a pessoa vive pode promover o consumo excessivo de alimentos não saudáveis. Além disso, eventos traumáticos ou estressores também podem desencadear um comportamento compulsivo.
Comer grandes porções de comida muito rápido, mesmo quando a pessoa não estiver com fome, comer escondido ou sentir vergonha do que comeu, ter sentimentos de culpa ou arrependimento após os episódios de compulsão, de acordo com Rizzo, são sintomas de alerta. “Alterações importantes no peso e sinais de descontroles emocionais, como baixa autoestima ou alterações de humor, também podem ser indicativos que algo está errado”, comenta.
Diagnóstico
Rizzo pontua que o diagnóstico é feito a partir de uma avaliação clínica detalhada, incluindo o histórico do comportamento alimentar, a frequência e a intensidade dos episódios de compulsão e também as consequências emocionais e físicas decorrentes desses episódios. “É importante diferenciar a compulsão alimentar de outros transtornos alimentares, como a bulimia, por exemplo. Isso requer uma avaliação criteriosa por um profissional de saúde mental”, destaca.
Emoções
Rizzo conta que as emoções desempenham um papel central na relação com a alimentação e o corpo. Ela explica que, muitas vezes, a comida é usada para lidar com sentimentos de tristeza, estresse ou frustração. Esse comportamento pode se tornar um círculo vicioso, em que a pessoa come quando sente emoções negativas, acreditando que irá conseguir mitigá- las, mas o efeito acaba sendo contrário e o indivíduo sente-se pior depois.
A mente é um campo de batalha
De acordo com a médica, algumas das “mentiras” mais comuns que o transtorno alimentar conta ao cérebro são: “você nunca será bom o suficiente a menos que esteja com o corpo de tal pessoa”; “se você comer isso, perderá a chance de se tornar alguém melhor”; “você só será feliz quando atingir um certo peso” e “você jamais conseguirá conquistar essas coisas. É inútil continuar tentando”.
Rizzo ressalta que tais crenças disfuncionais distorcem a percepção da realidade, fazendo com que a pessoa acredite que a solução de seus problemas está no controle rígido da alimentação ou no corpo perfeito, o que não é verdade. “Esses sentimentos de restrição muito contundentes, acabam gerando um efeito também contrário. A pessoa acaba comendo compulsivamente por não conseguir lidar com essas frustrações e autocobranças excessivas”, reforça.
A relação das dietas com a compulsão alimentar
A médica enfatiza que as dietas restritivas, especialmente aquelas muito rigorosas, podem aumentar o risco de desenvolver transtornos alimentares. Rizzo esclarece que a restrição alimentar severa pode levar a episódios de compulsão como uma resposta natural do corpo à privação. Ademais, ela salienta que dietas frequentemente promovem uma relação disfuncional com a comida, gerando culpa e vergonha, o que pode precipitar transtornos alimentares.
Mulheres são as mais afetadas
Rizzo pondera que, culturalmente, as mulheres são mais pressionadas a aderir a padrões de beleza. Isso pode desencadear preocupações excessivas com a imagem corporal e o peso. Além disso, hormônios e questões biológicas também podem ter um papel fundamental, mas é importante reconhecer o impacto das normas sociais e da mídia, que frequentemente promovem um ideal irrealista de corpo feminino.
Tratamento
Conforme a médica, o tratamento é multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, nutricionistas e, muitas vezes, outros profissionais da saúde. A abordagem pode incluir terapia cognitivo-comportamental, que ajuda o paciente a identificar e modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais, e o uso de medicação, quando houver indicação. “O médico especializado em saúde mental tem um papel fundamental no acompanhamento, especialmente no manejo de outras comorbidades, como depressão ou ansiedade, que frequentemente acompanham a compulsão alimentar”, afirma.

Dra. Fernanda Rizzo – Foto divulgação
A médica lembra que o tratamento pode auxiliar o paciente a aprender a se alimentar intuitivamente, respeitando os sinais de fome e saciedade, e a desenvolver uma imagem corporal mais positiva. “Mas de fato a pessoa pode alcançar uma relação mais equilibrada e saudável com a comida e com o próprio corpo com um tratamento e acompanhamento adequado” finaliza.

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