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Inteligência Artificial nos Negócios: Por Que 2025 Foi o Ano do Investimento — e 2026 Será o da Execução

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O ano de 2025 ficará marcado como o período de maior investimento em infraestrutura de inteligência artificial da história corporativa. Segundo relatórios recentes da Accenture e da Vention, empresas ao redor do mundo despejaram bilhões em capacidade computacional, modelos de linguagem e plataformas de automação. Mas aqui está a verdade que poucos estão dizendo: investir em IA não é o mesmo que gerar resultados com IA.

O Gap Entre Comprar Tecnologia e Usá-la

Um estudo da NVIDIA revelou que 91% das empresas do setor financeiro já estão investindo em inteligência artificial. Mas quantas estão realmente extraindo valor? A resposta é desconfortável: uma minoria. A maioria está no que chamo de “armadilha da implementação” — compraram a ferramenta, mas não redesenharam os processos para aproveitá-la.

É como comprar um carro de Fórmula 1 e dirigi-lo em ruas de paralelepípedo. O problema não é o motor — é a pista.

Por Que Processos Vêm Antes de Algoritmos

Na minha experiência como Business Performance Engineer, o maior erro que vejo em projetos de transformação digital é começar pela tecnologia. Empresas adquirem plataformas de IA antes de entenderem onde estão seus gargalos operacionais, quais processos geram mais atrito e onde o tempo é desperdiçado.

A Teoria de Filas, uma disciplina matemática que aplico extensivamente em projetos de consultoria, mostra com clareza onde os congestionamentos reais acontecem. Antes de automatizar com IA, é preciso saber o que automatizar — e, mais importante, o que eliminar.

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Quando combinamos Lean Six Sigma com Queuing Theory — como detalho na série “Combining Lean Six Sigma and Queuing Theory” — criamos um mapa preciso de onde a inteligência artificial pode gerar impacto real versus onde ela seria apenas um custo a mais.

Os Três Níveis de Maturidade em IA

Para entender onde sua empresa está, considere estes três níveis:

  1. Nível 1 — Experimentação: A empresa testa ferramentas de IA isoladas (chatbots, geradores de texto, assistentes de código). Há curiosidade, mas pouca integração.
  2. Nível 2 — Integração: A IA começa a ser incorporada em fluxos de trabalho existentes. Dados alimentam decisões automatizadas em áreas como atendimento ao cliente, análise financeira ou operações.
  3. Nível 3 — Orquestração: A IA opera de forma autônoma em processos inteiros, com supervisão humana estratégica. A empresa não apenas usa IA — ela foi redesenhada em torno dela.

A maioria das empresas brasileiras ainda está no Nível 1. E o salto para o Nível 2 não depende de mais investimento em tecnologia — depende de engenharia de processos.

O Caso das Pequenas e Médias Empresas

Se grandes corporações lutam para integrar IA, o que dizer das PMEs? Paradoxalmente, elas têm uma vantagem: agilidade. Uma empresa de 50 funcionários pode redesenhar seus processos em semanas. Uma multinacional leva meses — às vezes anos.

Plataformas SaaS modernas já democratizaram o acesso à IA. Ferramentas de CRM inteligente, como o ImproveMyResult, permitem que pequenos negócios automatizem o relacionamento com clientes sem precisar de equipes de dados science. Plataformas setoriais, como o WeCazza para o mercado de home services, integram agendamento, comunicação e gestão operacional em um único ambiente — exatamente o tipo de orquestração que antes era exclusividade de grandes players.

O ponto crucial é: a tecnologia já está acessível. O que falta é o método para implementá-la corretamente.

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O Que 2026 Exigirá dos Líderes

Se 2025 foi o ano de construir a infraestrutura, 2026 será o ano de cobrar resultados. Investidores, conselhos e mercados vão querer ver retorno sobre os bilhões investidos em IA. Isso significa que líderes empresariais precisarão:

  • Mapear processos antes de automatizá-los — usando ferramentas analíticas como a Teoria de Filas para identificar onde a IA gera mais valor.
  • Definir métricas claras de sucesso — tempo de ciclo reduzido, satisfação do cliente aumentada, custo por operação diminuído.
  • Investir em capacitação humana — a IA não substitui pessoas; ela amplifica a capacidade de equipes bem treinadas.

O 8-Step Problem-Solving Method é particularmente útil nesse contexto: ele fornece uma estrutura para definir o problema certo, analisar causas raiz com dados e implementar soluções que realmente se sustentam no longo prazo.

Conclusão: Tecnologia Sem Método É Desperdício

A inteligência artificial é a ferramenta mais poderosa que o mundo dos negócios já viu. Mas ferramentas não resolvem problemas sozinhas — métodos resolvem. As empresas que dominarão o cenário em 2026 não serão as que mais investiram em IA, mas as que melhor souberam integrá-la em operações otimizadas.

A revolução da IA nos negócios já começou. A pergunta é: você vai liderar essa transformação com método e estratégia, ou vai apenas assistir da arquibancada?

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