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A Revolução da Inteligência Artesanal: Como Três Diplomatas Civis Transformaram o Descarte da Bahia em Luxo Regenerativo na Europa

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No topo do mercado de alta decoração e do design internacional, o conceito de luxo atravessa uma transformação profunda. A sofisticação contemporânea já não se define pela exclusividade do excesso, mas pela profundidade do impacto e pela engenharia da regeneração. Quando a estética de alto padrão se conecta à preservação ecossistêmica e à emancipação de comunidades vulneráveis, o design deixa de ser um exercício formal e passa a operar como instrumento de diplomacia civil. Foi sob essa lógica de vanguarda que a Coco On alcançou reconhecimento na Fortaleza da Cidadela de Cascais, em Portugal, onde suas fundadoras foram investidas como Diplomatas Civis Humanitárias pela Jethro International e condecoradas com o Prêmio Martin Luther King. O reconhecimento consolidou uma trajetória que ultrapassa fronteiras comerciais para propor um novo manifesto de sustentabilidade global.

A origem da Coco On remonta a uma observação crítica nas praias do sul da Bahia, onde grandes volumes de cascas de coco eram descartados pela indústria do turismo e consumo local. Diante desse cenário, surgiu uma pergunta transformadora: e se esse resíduo biológico abundante pudesse ser convertido em matéria-prima de alto valor agregado, criando um ciclo de rentabilidade para a natureza e para as comunidades locais? Para responder a esse desafio, três mulheres de trajetórias complementares uniram suas expertises, abandonando o olhar convencional do descarte para estruturar um ecossistema industrial descentralizado que hoje opera com microindústrias em Santa Cruz Cabrália (BA) e Santo André (MG)

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A arquitetura da Coco On baseia-se na sinergia entre três lideranças. A idealizadora Lu Matosinhos — neurocientista, palestrante, escritora e empresária do setor de aviação — iniciou sua conexão com a causa a partir da Villa Luz, seu espaço de consciência ambiental na Bahia. Ao identificar o potencial da fibra de coco, convocou a expertise de Pamella Campos, engenheira especializada em inteligência artificial, internet das coisas e modelos sustentáveis, reconhecida como vencedora do Scale-up Woman BRICS. Pamella implementou sistemas de rastreabilidade baseados em blockchain e QR Code, permitindo ao consumidor acompanhar a origem e o impacto social de cada peça. Para consolidar a marca no mercado premium, a arquiteta Paola Duarte, especialista em branding estratégico com mais de 15 anos de atuação no segmento de luxo, assumiu a direção criativa, traduzindo o propósito socioambiental em uma identidade visual sofisticada e de alcance global.

O ponto de virada internacional e a validação mercadológica da marca ocorreram em uma sequência de eventos de relevância global. Em novembro de 2025, a Coco On conquistou o primeiro lugar no Prêmio Rede Mulher Florestal, concedido pela Embrapa durante a COP30, em Belém do Pará, figurando ainda entre as Startups Top 10 da COP30, chanceladas pelo Ministério da Agricultura. Meses depois, a marca estreou no circuito internacional de design ao participar do Fuorisalone di Milano, no Brera Design District, durante a Semana de Design de Milão. O destaque da exposição foi a poltrona NINHO, desenvolvida em parceria com o designer Geraldo Coelho. Inspirada na construção de abrigos naturais por aves, a peça utiliza fibra de coco compactada como elemento estrutural e conceitual, sintetizando a ideia de que o design não se limita ao ato de sentar, mas à experiência de pertencimento.

O principal diferencial da Coco On no campo do design regenerativo está na consolidação do conceito de Inteligência Artesanal. Ao evitar tanto a automação industrial descontextualizada quanto o artesanato sem escala estratégica, o projeto integra saberes tradicionais e técnicas manuais à inovação tecnológica. Essa metodologia valoriza identidades culturais e promove inclusão de gênero, garantindo que mais de metade das posições de liderança nas comunidades parceiras sejam ocupadas por mulheres, ampliando autonomia econômica e protagonismo social. O ecossistema também expande sua atuação para o desenvolvimento de biomateriais avançados, voltados às demandas de descarbonização dos setores de arquitetura, moda e construção civil.

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Ao consolidarem sua presença na rede internacional de diplomatas da Jethro International, Lu Matosinhos, Pamella Campos e Paola Duarte demonstram que o design com propósito não é um nicho alternativo, mas uma das bases possíveis para novos modelos econômicos globais. O maior diferencial da Coco On está na ruptura com o paradigma tradicional, evidenciando, com dados rastreáveis e estética refinada, que resíduos orgânicos podem ser convertidos em luxo sustentável e que a regeneração ambiental pode ser economicamente viável. A marca se estabelece, assim, como uma ponte entre comunidades tradicionais brasileiras e o mercado global de alto padrão, reforçando a ideia de que a verdadeira sofisticação emerge quando a excelência técnica se alinha à inteligência da natureza.

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